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Às mães, uma homenagem incomum.

Ser mãe não é uma tarefa fácil. E, ainda por cima, é a tarefa que se cobra das mulheres desde os primórdios da humanidade. As meninas já estão destinadas à maternidade desde o momento em que nascem. Essa realidade foi, com o passar do tempo, se atenuando ou se fortificando, dependendo da sociedade, da cultura e mesmo da época em que se vivia. Agora, em pleno século 21, será que elas possuem plenamente o direito de escolher?

Há um mito e uma fantasia ao redor a vivência de ser mãe. Basta analisar o que a palavra “mãe” nos traz à mente: algo angelical, sublime, um ato de amor. Mas, na realidade cotidiana, as coisas não são assim. É claro que há amor, e um amor que apenas as mães podem entender e sentir, mas também há as dificuldades. Há pressão, exigências, falta de apoio e compreensão de outras pessoas. Onde está o amor às mães? Pois elas como qualquer outro indivíduo, precisam ser amadas. E amor é respeitá-las na integridade de quem são, e não um buquê de flores ou um cartão com dizeres: “Parabéns por ser mãe! Você vive a fase mais bonita da vida.” Nos esquecemos que, antes de ser mãe, aquele indivíduo é um ser-humano. Que sofre, que chora, que sente. Que tem fome, frio e medo. E, submetido à condição de mãe, é um indivíduo que se torna e se sente ainda mais frágil.

Precisamos enxergar, tirando e desconstruindo a máscara da fantasia e da romantização, que atrás desta mãe, que não é perfeita, existe uma mulher. As mulheres devem possuir o direito de escolher ser mãe, e as mães devem possuir o direito de ser mulher.